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A Unidade de Saúde Mãe Curitibana, no bairro São Francisco, é um dos postos de saúde de Curitiba que tem usado o poder das redes sociais para fortalecer vínculos com os pacientes, especialmente com as gestantes.

Em abril, a equipe da unidade iniciou a experiência de reunir as grávidas atendidas pela unidade em um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp. A interação virtual resultou, na segunda-feira (28/5), no 1º Encontro do Mãe Curitibana, que reuniu 50 futuras mães no posto de saúde.

“Grávida sempre tem muita dúvida, especialmente as de primeira viagem como eu. É ótimo ter um espaço para trocarmos experiências”, diz a técnica em enfermagem Odete de Jesus Ortiz, 30 anos, grávida de 7 meses de Natália.

Entre as atividades do primeiro encontro, Odete participou da “ecografia ecológica”, em que a imagem do bebê foi pintada na sua barriga. Para ela e outras gestantes, a equipe preparou atividades com profissionais de auriculoterapia, relaxamento e tratamento facial e uma sessão de fotos para o book da gestante. Elas também assistiram ao espetáculo cênico Amor Sem Fim, do duo Dois é Bom, que fala das sensações da gestação, homenageando o amor entre mães e filhos.

A enfermeira obstétrica Karin Madeleine Godarth, que trabalha no Apoio Técnico na Unidade de Saúde Mãe Curitibana, conta que o grupo surgiu da necessidade de se criar um meio em que os profissionais pudessem dialogar de forma efetiva com as gestantes. “Tínhamos o hábito de fazer contato por telefone. Mas não é sempre que conseguimos contatar todas e, para cada recado, seriam cerca de 80 telefonemas.”

O aplicativo não é nenhuma novidade na rotina das profissionais da unidade – criado em 2009, o WhatsApp se popularizou entre os brasileiros a partir de 2012 -, que já o usavam fora do trabalho. Mas está ganhando status de ferramenta de contato com os pacientes depois que a unidade criou algumas regrinhas de uso. “Combinamos com as gestantes que das 8h às 17h teremos uma profissional da unidade interagindo no grupo para responder a dúvidas, por exemplo”, explica Karin.

A partir do grupo virtual, além de sanar dúvidas, as participantes trocam fotos e começam a estreitar laços de amizade, tendo em comum os bebês que vão nascer. “Já surgiram sugestões de trocarmos roupinhas e marcarmos outros encontros”, conta Odete.

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