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Curitiba teve redução de 42,6% nas mortes por acidente de trânsito, no período de 2011 a 2017. A taxa de mortalidade caiu de 17,1 para cada 100 mil habitantes, em 2011, para 9,5, em 2017.

Os dados foram apresentados na sexta-feira (5/5) na abertura do Maio Amarelo, na Prefeitura, pela equipe do Projeto Vida no Trânsito, coordenado pela Secretaria Municipal da Saúde em parceria com a Superintendência de Trânsito (Setran).

Na apresentação, o supervisor Odenir Gesser, da Setran, mostrou que houve 167 acidentes com 178 mortes na cidade em 2017. Anna Rosa Ruzyk, coordenadora do projeto pela Secretaria da Saúde, falou sobre as três principais causas dos acidentes com morte na cidade. “Foram a associação álcool e direção, o excesso de velocidade e o desrespeito à sinalização”, contou. A colisão é o tipo de acidente responsável por 44,9% dos óbitos, seguido do atropelamento com 34,3%.

Pelo segundo ano consecutivo, os motociclistas foram os que mais morreram no trânsito: 37,8% das vítimas. Até 2015, o principal grupo era o de pedestres – motociclistas ocupavam a segunda posição. Em 2016, houve inversão entre estes grupos e os motociclistas representaram 35,2% das vítimas no trânsito.

Perfil

Jovens de 20 a 29 anos são as principais vítimas no trânsito de Curitiba. Eles correspondem a 20,8% do total, nos dados referentes ao ano de 2017.

Nos anos anteriores, os óbitos aconteciam em acidentes nas noites e madrugadas de sexta, sábado e domingo. Já em 2017, a maioria das mortes foi nas noites e madrugadas de sábado e nas madrugadas de domingo.

“Com esses dados, o objetivo é implementar outras ações de educação, de fiscalização e de melhoria da segurança viária pautadas na realidade e com maior potencial de impacto nos indicadores de morte do município”, explica a engenheira Caroline Klein, coordenadora do Vida no Trânsito pela Setran.

Projeto

Coordenado pelo Ministério da Saúde, o Vida no Trânsito integra um movimento internacional de redução de lesões e mortes por acidentes de trânsito.

Em 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS) convidou os dez países do mundo com as maiores taxas de morte no trânsito, entre eles o Brasil, para participar de um projeto de segurança viária. O período de 2011 a 2020 foi estabelecido como a Década de Ação pela Segurança no Trânsito. A meta inicial era, até 2020, reduzir pela metade as mortes e os ferimentos por acidentes nas vias. Este prazo foi estentido por mais dez anos.

Curitiba foi uma das cinco capitais brasileiras a integrar o projeto, com Belo Horizonte, Campo Grande, Teresina e Palmas. Em 2012, o programa foi expandido para todas as capitais e para municípios com mais de um milhão de habitantes.

Atualmente, o Paraná tem 12 municípios participantes da ação. Na capital paranaense, a gestão do programa é da Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito.

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