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Crianças das escolas de Pinhais visitam a casa do Bosque Municipal para ouvir histórias

Era uma vez uma pequena casa que existia dentro de um lindo bosque e recebia crianças para ouvir belas historias. Essa bem que poderia ser uma história fictícia, ou como se fala na literatura, um conto, mas não é. Ela é real e acontece uma vez por semana em Pinhais. A casa mencionada é a do Bosque Municipal, onde crianças das escolas municipais participam do projeto “A hora do conto”.

Idealizada pela Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Lazer, a iniciativa existe há mais de um ano e recebe toda sexta-feira, turmas da rede municipal de ensino. A contadora de histórias é a servidora pública, a professora Elaine Klein. Ela explica que tem um repertório com várias histórias e escolhe as que vai contar analisando a faixa etária dos alunos que participam da atividade, entre 4 e 12 anos. “Cada encontro dura em média uns 30 minutos. São contadas histórias tradicionais, os clássicos e as literárias que são baseadas nos livros que temos disponíveis na Biblioteca Pública de Pinhais” disse.

No dia 26, sexta-feira, no período da manhã, as turmas da Escola Municipal Aroldo de Freitas, do bairro Emiliano Perneta, e da Escola Municipal Antônio Andrade, do Maria Antonieta, participaram do projeto. A organização menciona que todas as escolas do município, pública ou privada, podem fazer o agendamento para conhecer a iniciativa. O estabelecimento de ensino tem a opção de diferentes horários, sendo dois no período da manhã (9h e 10h) e dois na parte da tarde (14h e 15h).

Elaine diz que cada contador de história tem a sua maneira peculiar de se apresentar e também de contar. A professora relata que gosta de colocar na roupa um pouco de colorido e tem situações que usa acessórios, adereços, mas claro, tudo dependendo da história a ser apresentada, um conjunto que oportuniza um momento especial para quem vai ouvir e captar a mensagem. “A participação dos alunos é bastante divertida, é um momento gostoso. Por isso, se a história permite usar música, eu a utilizo para cantarem, falarem, interagirem. Busco adaptar a história para ter participação. Procuro contar o conto, falando dos personagens e dos valores que eles têm, que às vezes não estão explícitos, mas deixo que a criança e o público extraiam isto da história” afirma.

Ao final de cada apresentação as crianças e o público presente são convidados a conhecer outro projeto, o Bosque Literário, que acontece uma vez por mês, para ouvir histórias e participar da troca de livros. Aliás, a próxima edição do Bosque Literário acontece no dia 11 de maio, sábado, a partir das 14 horas no Bosque Bordingnon, no bairro Alto Tarumã.

Para a professora desenvolver este projeto é algo prazeroso e um estímulo à leitura. “Na minha visão, esta é uma ação que traz vários benefícios para as crianças, pois passam a ter mais atenção, aumento de afetividade, contribui para a interação entre alunos e professores, além de despertar e incentivar o prazer pela leitura. A maior recompensa destes encontros é ver a reação das crianças. Vejo isto no brilho do olhar delas. Como saem encantadas daqui. É uma troca de energia. Eu conto a história para eles e me devolvem a alegria. É isto que faz este projeto valer a pena, pois depois eles virão procurar por um livro.” enalteceu.

Serviço

O projeto “A hora do conto” é realizado toda sexta-feira na casa do Bosque Municipal de Pinhais. Mais informações pelo telefone: (41) 3912-5637.

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