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Um dos assunto colocado em pauta durante a reunião do PSC – Curitiba foi o posicionamento da bancada do Partido na Alep, em relação ao pacote de medidas encaminhado pelo Governador Beto Richa, tratando dos professores e outros servidores do Estado. O Deputado Estadual Pastor Gilson de Souza (PSC) fez uma longa explanação, buscando esclarecer que a bancada do partido não votou favoravelmente ao pacote. O que houve, segundo o parlamentar, foi muita desinformação e manipulação da grande imprensa. “Foi difícil os deputados aceitarem as medidas propostas pelo Poder Executivo. Havia muitas dúvidas. Ouvimos, conversamos com os professores em nossos gabinetes e decidimos encaminhar um substitutivo ao projeto, eliminando os cortes relativos às conquistas dos professores e servidores, em geral. O Deputado Paranhos, em nome da bancada do PSC na Assembleia, inclusive, falou em plenário, que não apoiaria esse pacote. Foi decidido que não apresentaríamos emendas individuais e, sim, um substitutivo-geral ao projeto. Esse substitutivo que elaboramos não contém os cortes que prejudicariam os professores”, esclareceu.

gilson souza

Manipulação da mídia
O parlamentar salientou que, a partir daí, houve muita confusão e informação truncada na mídia. “A Comissão Geral não votou o projeto encaminhado por Richa. Votamos o substitutivo-geral, já sem a maioria dos cortes contra os professores. Mas houve muita informação divulgada na mídia que não bate com a realidade dos fatos. O líder do Governo e o Deputado Ademar Traiano deram entrevistas que foram editadas, enfim, verificou-se uma clara tendência de manipulação das informações por parte de alguns veículos da imprensa”, argumentou.

Apoio aos professores
Gilson de Souza ressaltou que a bancada do PSC apoia todas as reivindicações dos professores e considera legítima a greve. Contudo, pontuou que o movimento grevista terminou por ser manipulado, usado por partidos de oposição e sindicalistas, com interesse em enfraquecer o Governo do Estado. “Quando invadiram a Assembleia, não o fizeram de forma pacífica, é preciso deixar claro. Os sindicalistas são muito bem preparados para fazer greves e manifestações. Sabem como reverter a situação em favor deles. Não havia condições de entrarmos na Assembleia normalmente, por isso, usamos um ônibus da PM, e não um camburão, como a mídia divulgou. No veículo, não estavam apenas deputados, mas, funcionários da Casa. Queríamos apenas uma maneira de entrar seguramente na Assembleia, uma vez que estava tomada por manifestantes, e sob muito tumulto, com os ânimos exaltados. Garantir a segurança na entrada foi o objetivo de usarmos o ônibus da PM”, esclareceu.

Alep extingue Comissão Geral
Um documento prevendo a extinção do uso da Comissão Geral para votação em plenário foi assinado pela bancada do PSC. “A Casa deverá extinguir a Comissão Geral, que tem um trâmite mais acelerado, em regime de urgência. Durante as manifestações, o Governador terminou por retirar o projeto da Assembleia. E, se voltar a encaminhá-lo, iremos avaliá-lo, debatê-lo em profundidade, antes da votação. Seguramente, nos posicionaremos contra quaisquer medidas que venham a prejudicar os professores”, declarou o Deputado Gilson de Souza.

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