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por Natalia Galluzzi / dezoitocom

Girl and mother at doctors office

Ocasião deve ser encarada como uma oportunidade para esclarecer dúvidas e verificar se o desenvolvimento do corpo está ocorrendo de forma adequada

Comparecer a uma consulta ginecológica pela primeira vez pode ser um desafio para muitas jovens. Geralmente, este momento ocorre após a primeira menstruação – época marcada pela transição da infância para a vida adulta, em que diversas transformações ocorrem no corpo. Tudo isso pode ser uma grande novidade para a maioria e, no início, é normal que haja uma dificuldade e insegurança para lidar com essa fase.

Apesar da apreensão, que é completamente normal, a primeira consulta deve ser encarada como uma oportunidade para esclarecer dúvidas, verificar se o desenvolvimento do corpo está ocorrendo de forma adequada e garantir a saúde da região íntima. Além da insegurança, outra preocupação é não saber exatamente o que acontecerá nessa ocasião. “Na primeira consulta, o especialista procura explicar sobre o funcionamento do organismo feminino, do ponto de vista orgânico, além de abordar questões relativas à vida sexual, que muitas vezes também se inicia nesse período”, explica o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

Segundo o especialista, também é importante que sejam discutidos problemas de saúde que a paciente teve na infância e histórico de doenças na família. “Não há nenhum exame que deve ser feito de forma obrigatória na primeira consulta. Alguns exames laboratoriais podem ser solicitados com o objetivo de conhecer as condições gerais de saúde da paciente. Em relação ao exame de colpocitologia oncótica, também denominado papanicolao, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia recomenda sua coleta após 3 anos do início da atividade sexual”, complementa.

Após responder os questionamentos feitos pelo médico, chega a hora da paciente aproveitar o momento para esclarecer todas as dúvidas e expor ao médico se está passando por algum tipo de dificuldade, por exemplo, presença de menstruação dolorosa, cólicas fora do período menstrual, irritações, corrimentos e dores vaginais. “O ideal é anotar as questões que a adolescente deseja perguntar para não se esquecer de abordar nenhum ponto que a mesma julgue importante. Ainda é importante ressaltar que tudo que for falado no consultório é totalmente sigiloso, portanto, não é um momento para inibições ou tabus, uma vez que a confidencialidade apoia-se em regras da ética médica, através de princípios morais de autonomia”, finaliza.

A seguir, o Dr. Renato lista sete tópicos que não podem deixar de ser discutidos entre médico e paciente na primeira consulta ginecológica:
1. Orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST);
2. Como fazer a utilização da camisinha da maneira correta, ressaltando seu benefício contraceptivo e contra as diversas DST;
3. Correta utilização e a eficácia dos métodos anticoncepcionais;
4. Funcionamento e duração do ciclo menstrual;
5. Como fazer a higienização das partes íntimas e principais cuidados que devam ser tomados nesse processo;
6. Prós e contra de suspender a menstruação;
7. Detalhamento sobre o uso do absorvente interno, caso início de atividade sexual.

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