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O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou, na quarta-feira (3), de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. O debate foi proposto pelo deputado republicano Luizão Goulart (PRB/PR).

O parlamentar paranaense foi o primeiro a questionar o ministro sobre o tema e afirmou que reconhece a importância da proposta, mas que tem preocupação com os impactos que a redução de benefícios poderia ter em pequenos municípios e na vida dos brasileiros com menor renda.

“Reduzindo benefícios estaremos afetando a economia destes municípios e corremos o risco de aumentar a pobreza do país. Os benefícios existentes hoje significam um pacto da sociedade com o Estado, que provê o mínimo necessário para essas pessoas, pois, do contrário, podemos ter uma multidão de miseráveis”, argumentou.

Ao falar como vice-líder do PRB, Luizão perguntou ao ministro qual seria a reforma necessária e a reforma possível, lembrando que ela é essencial para as gerações futuras e para o equilíbrio das contas públicas. “Sabemos da importância dessa medida, porém ela não pode prejudicar os mais pobres, os autônomos, os professores, os trabalhadores rurais. Não podemos analisar o problema fiscal do país vendo os brasileiros apenas como números, mas, sim, como seres humanos”.
Goulart cobrou ainda uma defesa mais enfática da reforma da Previdência pelos integrantes do governo.

“Essa proposta é do Ministério da Economia ou do governo? Em que momento o governo como um todo vai sair à rua para convencer a população de que a reforma é necessária, justa e boa?”, questionou. “Nós aqui estamos sintonizados com nossa população”, concluiu.

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