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A Governadora Cida Borghetti disse na terça-feira, 24, em Cascavel, que o novo modelo de pedágio que será implantado no Paraná terá que contemplar mais obras nas estradas federais e tarifas, em média, 50% mais baixas do que as praticadas atualmente. Cida participou da primeira reunião pública de trabalho sobre o novo ciclo de concessões rodoviárias. O encontro reuniu lideranças da região Oeste, dirigentes de entidades do setor produtivo e de outros segmentos da sociedade, secretários, prefeitos e presidentes de associação de municípios.

A intenção do Estado, explicou Cida Borghetti, é iniciar os processos licitatórios das novas concessões em 2020 para que, em 2021, as vencedoras possam assumir as concessões. “Estamos começando a definir, junto com a sociedade, um novo modelo de concessão, que alie mais obras e tarifas mais justas. Queremos saber o que cada região precisa, quanto quer pagar e quais são as obras necessárias para cada uma”, disse.

Cida afirmou, ainda, que a mudança significa justiça tarifária. “Queremos mais segurança nas estradas e mais oportunidades para desenvolvimento dos municípios, porque o valor do pedágio é caro, o modelo é bastante antigo e isso vem impactando muito na vida do cidadão paranaense e no bolso do produtor”.

Em maio, o Estado solicitou ao Ministério dos Transportes uma nova delegação das rodovias federais que formam o Anel de Integração. O objetivo é definir dentro do Paraná um novo modelo de concessão, mas com a participação da sociedade e do próprio Governo Federal. No dia 11 de junho, o Estado notificou as seis concessionárias de pedágio para iniciar os processos de finalização dos contratos, que acabam em 2021.

“A sociedade deve participar do debate neste novo ciclo de concessões, porque o pedágio tem 25 anos, as concepções da época ficaram velhas e nada se justifica sem transparência. Não vamos fazer nada secreto dentro do pedágio como foi feito no passado”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística, Abelardo Lupion.

Ao longo das próximas semanas haverá outros encontros, que serão sediados em diversas cidades polos dos trechos rodoviários sob concessão. “A previsão é que essa consulta se desenvolva em oito polos. Depois provavelmente precisamos de 20 ou 30 audiências em todo território do Paraná para confirmar a modelagem”, disse o diretor-presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Omar Akel.

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