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Rosa Jornal

 

A vice-prefeita de Pinhais, Rosa Maria de Jesus Colombo (Republicanos), candidata à reeleição, deverá repetir a chapa de sucesso com a prefeita Marli Paulino (PSD), nas próximas eleições municipais, marcadas para novembro próximo. Nesta entrevista, a vice-prefeita afirma, com satisfação, que ela e a prefeita, juntamente com uma competente equipe de secretários e servidores, cumpriram integralmente o plano de governo, dando continuidade à gestão do antecessor, o então prefeito Luizão Goulart, atualmente, deputado federal pelo Republicanos. A pandemia e a crise econômica foram os maiores desafios da gestão, conta ela, ressaltando que estes dois fatos exigiram muito mais economia e critério na administração das contas públicas.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Faltam cerca de cinco meses para o término do mandato. Nesses anos de gestão, quais têm sido as maiores dificuldades e os maiores acertos? Pode-se dizer que houve uma continuidade do governo Luizão, conforme prometido em campanha?

Vice-prefeita Rosa Maria: Realmente, o mandato está encerrando e é de conhecimento da população a crise econômica que afetou o país desde 2016/2017 e que tem sido intensificada em 2020 com a pandemia, reduzindo, de forma significativa, as receitas do município. Afirmamos que demos continuidade à ótima administração do ex-prefeito Luizão e da vice Marli Paulino. Todos os projetos tiveram continuidade e ampliamos outros, cumprindo nosso plano de governo.

A Gazeta: Estamos em ano eleitoral, quais as suas expectativas para esse pleito, que será adiado para novembro, em um ano de pandemia? A senhora considera que as dificuldades de se fazer uma campanha durante a pandemia serão favoráveis à reeleição, como se comenta entre analistas políticos, ou não?

Rosa Maria: Penso que cada campanha é uma campanha, sobretudo, essa de 2020, que será atípica, pois, a pandemia exigiu uma nova abordagem para com os eleitores(as). Mas o que não muda é o fato de ser necessário apresentar boas propostas e, acima de tudo, planos de governo pé no chão, que possam ser executados, atendendo às necessidades da população. Vejo uma postura bastante consciente do eleitor(a) e isso qualifica o processo político. Há um olhar cuidadoso entre discurso e prática. Não creio em favoritismo, mas, creio, sim, numa história pautada no trabalho sério e compromisso com a comunidade.

A Gazeta: A prefeita Marli Paulino é pré-candidata à reeleição. A senhora deverá estar com ela na chapa, novamente? Como tem sido trabalhar com a prefeita? Conte-nos um pouco da parceria entre vocês.

Rosa Maria: Nossa prefeita Marli Paulino é, sim, pré-candidata à reeleição e estou na chapa como pré-candidata à reeleição, como vice-prefeita. Tenho muita satisfação em trabalhar ao lado da prefeita Marli Paulino, pois, tenho liberdade para trabalhar, acompanhar a gestão e dar minha contribuição. É muito bom participar de uma gestão onde se pode contribuir com o desenvolvimento de nossa cidade.

A Gazeta: Em razão da pandemia, as aulas presenciais passaram a ser substituídas pelas aulas em trabalho remoto nas unidades de ensino do município. Sem dúvidas, tem sido um desafio inédito a educadores, pedagogos e alunos. Como funciona a proposta de Pinhais, iniciada recentemente, e qual tem sido o retorno de pais e alunos?

Rosa Maria: A educação em nosso município é uma referência em qualidade. Temos o melhor IDEB da Região Metropolitana. Com a pandemia, houve uma reorganização do trabalho pedagógico nas escolas e CMEIs e isso se deu por um intenso trabalho das profissionais da educação, bem como diretoras, equipes pedagógicas, setores administrativos e as famílias que estão tendo um protagonismo muito bacana. Parabenizo à secretária de Educação, Professora Andréa, e toda a sua equipe, por toda a articulação nesse processo. Como avó de neto e neta na rede municipal, tenho muito a agradecer e parabenizar por todo trabalho que tem sido realizado.

A Gazeta: Como a senhora avalia a atuação da gestão no enfrentamento à pandemia, considerando que é preciso contemplar tanto as demandas da área de saúde pública como a de empresários, comerciantes e trabalhadores?

Rosa Maria: Avalio como positiva. Nossa prefeita instituiu o Comitê de Gestão de Crise para monitorar e deliberar sobre ações referentes à pandemia. Tem sido um grande desafio compatibilizar as questões econômicas, que são fundamentais para o desenvolvimento, e a situação da pandemia e os esforços para evitar a disseminação do coronavírus. Então, é fato que a situação não é confortável para ninguém. Infelizmente, há setores da economia que foram mais prejudicados e, outros, apenas tiveram restrições. Mas, em nosso município temos dialogado com todos os segmentos sociais e econômicos, articulando ações que busquem o equilíbrio entre manter a economia funcionando, ainda que com restrições, juntamente com as restrição das medidas sanitárias para preservar o bem-estar das pessoas.

A Gazeta: Para o ano que vem, qual a estimativa de arrecadação do município, visto que a economia tem sofrido um duro revés por conta da pandemia? Deverá ser um ano mais apertado em termos de orçamento?

Rosa Maria: Ainda não há dados precisos dessa estimativa, mas, de fato, há um receio de perdas de receitas, pois, todos os órgãos públicos, tanto União, estados e municípios, tiveram perdas. Por enquanto, tivemos uma queda aproximada de 6 milhões. Temos expectativas de que, no segundo semestre, não tenhamos essa queda, também. De forma preventiva e responsável, nossa administração passou a cuidar ainda mais das nossas despesas, fazendo muita economia, priorizando realmente programas e despesas indispensáveis. Foram muito importantes os recursos do Governo Federal no combate à pandemia, assim como tem sido fundamental a organização dos nossos secretários(as) no controle e planejamento, neste momento de crise. Esperamos que essa pandemia passe e haja uma retomada do desenvolvimento. E nossa cidade estará preparada para a retomada.

A Gazeta: Falando das contas do município, a perspectiva é de finalizarem a gestão com as contas em dia? Desde o início da gestão, quais foram os momentos mais difíceis em termos de finanças, orçamento, arrecadação, lembrando que em 2017 o país ainda tentava sair de uma crise econômica e, neste ano, veio a pandemia justamente num momento em que a retomada econômica dava sinais de ser iniciada?

Rosa Maria: De fato, 2016 já dava sinais de uma crise econômica e, em 2017, foram necessárias medidas firmes porque sabíamos do cenário econômico. 2020 seria um momento de maior crescimento, mas, com a pandemia, que ninguém esperava e estava preparado, realmente, reconfigurou-se todo o cenário econômico e social. É uma crise sem precedentes. Tem sido um grande desafio compatibilizar prioritariamente a preservação de vidas e do bem-estar da população e o crescimento econômico. Pois, é fundamental, também, que o pequeno e grande empreendedor sobrevivam.

A Gazeta: A gestão tem se destacado por empreender um permanente canteiro de obras por toda a cidade, não tendo parado nem mesmo durante a pandemia. Tratam-se de obras de infraestrutura, de reforma de postos de saúde, escolas e CMEIs, entre outras. A senhora diria que o principal legado da gestão seriam as obras de infraestrutura?

Rosa Maria: Nossa gestão deu continuidade às obras de infraestrutura, como o cumprimento do nosso plano de governo, pois, nossos parques lineares, limpezas de rios, substituição de antipó por asfalto, ciclovias, calçadas, iluminação pública, a construção, ampliação e reformas de escolas e CMEIS vemos como fundamentais para a busca de qualidade na prestação dos serviços à comunidade, nossa razão de existir. Naturalmente, as obras de infraestrutura saltam aos olhos por sua visibilidade, mas, digo que o legado dessa gestão é uma cidade melhor pra viver e que priorizou as pessoas em sua integridade, ou seja, foi aperfeiçoando e ampliando programas e serviços em todas as áreas da administração.

A Gazeta: Para a próxima gestão, independentemente de quem vença as eleições, quais os maiores desafios e demandas que a senhora apontaria ao município?

Rosa Maria: Cuidar de uma cidade é sempre um grande desafio, sobretudo, será manter o ritmo de desenvolvimento nos pós-pandemia, pois, ainda, é um terreno de muitas incertezas. O impacto de quedas de receitas ainda não se consegue mensurar. Será fundamental uma relação de parceria com demais entes da federação para apoiar muito as pessoas e as empresas, mesmo num cenário pouco otimista. Deve-se manter a administração e os serviços já implementados e, em perspectiva de diminuição de recursos, a valorização dos servidores(as), retomando a discussão sobre carreira, bem como suas conquistas.

A Gazeta: O que os munícipes podem esperar de vocês no caso de uma segunda gestão?

Rosa Maria: Caso sejamos eleitas, os munícipes poderão esperar o cumprimento de um plano de governo com projetos ousados, porém, possíveis de serem executados. Principalmente, porque não se pode ignorar o cenário econômico e da pandemia. Nossa cidade continuará sendo uma referência em gestão, onde as pessoas são a maior prioridade. Nossas ações serão focadas na busca de qualidade de vida, pois, a prefeitura é uma grande empresa de prestação de serviços aos cidadãos e cidadãs. Também, haverá uma atenção muito especial, estreitando-se as relações com o estado, no cuidado com a saúde da população, na área que extrapola a competência do município. E, ainda, fomentar o desenvolvimento e a geração de renda e empregabilidade.

A Gazeta: A parceria com o Poder Legislativo tem sido notória durante toda a gestão. A senhora está satisfeita com o relacionamento entre os três poderes na cidade?

Rosa Maria: Realmente, há uma interação muito harmoniosa e respeitosa, pois, cada poder tem sua independência e sua especificidade de atuação. E o bom relacionamento entre os poderes é sempre favorável a um bom atendimento à população.

A Gazeta: Que mensagem a senhora deixaria à população neste momento de tantas preocupações?

Rosa Maria: Gostaria de agradecer a nossa equipe de Secretários(as) e aos nossos servidores(as) pelo comprometimento e profissionalismo na prestação de serviços à comunidade. Gratidão à população que tem feito a sua parte. E tudo isso vai passar. Tenho fé e esperança em dias melhores.

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