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A Fundação de Ação Social (FAS) retomou, na quarta-feira (27/2), os mutirões de cadastramento social de pessoas em situação de rua. O serviço foi oferecido durante toda a manhã em uma tenda montada na Praça Rui Barbosa. Todo mês será feito este tipo de ação, no mesmo local, com a participação de outros órgãos públicos e voluntários. O próximo mutirão está agendado para 22 de março.

“Nosso propósito é facilitar o acesso dessas pessoas aos diferentes serviços da Prefeitura para que elas não precisem dormir nas ruas. Também estamos avaliando a possibilidade de abrir espaço para pessoas da sociedade civil doarem parte do seu tempo para melhorar a autoestima desse público”, explicou a coordenadora do Resgate Social da FAS, Vanessa Resquetti Pereira.

Nos mutirões, a FAS abre e atualiza o cadastro que dá direito a acessar programas sociais do Governo Federal como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) e faz o encaminhamento para serviços, entre eles obtenção de documentos, busca de vagas de trabalho e comunidades terapêuticas. Além da FAS, a Secretaria Municipal da Saúde e Rede de Proteção Animal participam dos eventos.

Demanda

Alan Ferreira dos Santos, de 18 anos, foi um dos primeiros a se apresentar à equipe de assistentes e educadores sociais para se cadastrar. Há 13 dias na rua, o jovem contou que saiu de casa por dificuldade de convivência com a família e que está recebendo ajuda da equipe do Núcleo Regional Matriz da FAS.

Técnicos do órgão tentam localizar os parentes dele em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, para restabelecer o vínculo familiar. Enquanto isso, Santos pernoita na Casa de Passagem Jardim Botânico e faz planos. “Quero voltar a estudar e fazer o curso de Bombeiro Civil”, contou.

Laudemir Marques Nunes, de 61 anos, chegou pouco depois de passar pelo serviço móvel de saúde Consultório na Rua, onde pegou remédio para tratamento da asma. Ele vive em situação de rua há 18 anos e frequenta unidades da FAS há dez anos. Atualmente, usa o Centro Pop João Dorvalino Borba, na região central da cidade, e dorme na casa de passagem Plínio Tourinho. No entanto, só agora fez o cadastro, o que é uma opção de cada cidadão.

Segundo Vanessa Pereira, quando é o caso de acessar os programas do Governo Federal, a operação só não é feita quando o interessado não possuir documento de identidade, título de eleitor ou CPF. Até janeiro deste ano havia 1.932 pessoas em situação de rua cadastradas – 532 a mais que no início de 2017, início da atual gestão municipal. O cadastramento social dispensa a apresentação de documentos.

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