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Foto:Venilton Küchler

De janeiro a agosto deste ano, o Governo do Paraná aplicou cerca de R$ 2,5 bilhões na área de saúde e atingiu metas previstas para o ano inteiro. Os dados foram apresentados na terça-feira (6) à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná. O relatório do 2º quadrimestre de 2015 apontou que a Secretaria de Estado da Saúde aplicou R$ 1,7 bilhões em recursos próprios do Tesouro Estadual e R$ 800 milhões provenientes de outras fontes.

“Em oito meses, já executamos grande parte do nosso orçamento, que totaliza R$ 2,8 bilhões na fonte estadual. Mesmo com a crise que atinge todo o país, vamos conseguir cumprir com o que está estabelecido em lei e mostrar que o Paraná está recuperando sua capacidade de investimento”, explicou o Diretor do Fundo Estadual de Saúde, Olavo Gasparin.

O Diretor-Geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, conduziu a apresentação do relatório e destacou as metas atingidas. “Não é suficiente apresentarmos todos os investimentos feitos sem mostrarmos que nossas ações são revertidas em resultados”, frisou.

Mãe Paranaense

Dentro da Rede Mãe Paranaense, que organiza a atenção materno-infantil, a meta deste ano era chegar a 80% das gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal. Esse número já atingiu 81,1% até agora. No ano passado, 36,86% dos nascimentos no Estado foram por parto normal. Em 2015, esse número deveria chegar a pelo menos 37,60% – o que já foi ultrapassado em agosto (38,74%).

A totalidade dos nascidos vivos (100%) passaram pelo teste do pezinho, exame que auxilia na identificação de irregularidades na saúde do bebê e 84% dos serviços de saúde paranaenses que realizam partos já fazem o teste da orelhinha, que avalia a audição do bebê – a meta de 2015 era de 50%.

A taxa de mortalidade prematura (menos de 70 anos) foi reduzida de 359,62 a cada 100 mil habitantes para 192,62. Também baixou em 12% o número de casos de HIV em menores de cinco anos, 7% a mais do que o estabelecido em meta anual. As taxas de mortalidade por doenças cardio e cerebrovasculares em pessoas até 69 anos também caiu: de 77,31 para 40,99 a cada 100 mil habitantes.

De maio a agosto, quase R$ 5 milhões foram repassados a hospitais e municípios dentro do processo de Estratégia de Qualificação do Parto. 1.308 profissionais foram capacitados no IV Encontro da Rede Mãe Paranaense e sete aparelhos de ultrassom foram fornecidos aos serviços de referência da Rede.

Paraná Urgência

Pela Rede Paraná Urgência, 137 ambulâncias foram distribuídas para prefeituras, para Samu e Siate, totalizando R$ 12,8 milhões em investimentos estaduais; R$ 5,5 milhões foram licitados e servirão para a aquisição de ambulância e veículos de intervenção rápida para o Siate.

Novos equipamentos também serão adquiridos para salas de Urgência de Hospitais e Pronto Atendimentos, unidades móveis do Siate e Samu, e transporte aeromédico. Quase 20 milhões foram repassados aos Samus regionais.

Saúde Mental

Na Rede de Saúde Mental, o Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal (CAIF) e o Centro Regional Integrado ao Deficiente (CRAID) realizaram mais de 46 mil atendimentos. Foram distribuídas 65.589 unidades de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Estrutura

Uma unidade do Serviço Integrado de Saúde Mental (SIM-PR) foi implantado na 10ª. Regional de Saúde, com sede em Cascavel, no Oeste, além da Unidade de Acolhimento em Marmeleiro, no Sudoeste.

O Centro de Especialidades do Paraná de Toledo foi inaugurado e já atende a população de 17 municípios do Oeste do Estado.

As obras do Hospital Regional do Centro-Oeste, em Guarapuava, foram iniciadas. O hospital terá 150 leitos e será referência para a Rede Paraná Urgência na região. Mais de R$ 25 milhões foram destinados a obras e compra de equipamentos para as unidades hospitalares do estado que estão funcionamento.

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