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por José Pires

Foto I

 

Familiares temem pela segurança dos estudantes e cobram providências da PM e da Secretaria de Educação.

Alunos do Ensino Fundamental, que estudam à tarde no Colégio Estadual Walde Rosi Galvão, no bairro Jardim Karla, em Pinhais, têm sofrido com perturbações da ordem e ameaças constantes, é o que afirmam familiares dos estudantes. De acordo com Paulo Ricardo, tio de uma aluna do sexto ano, o colégio é constantemente invadido por vândalos que assustam os jovens, depredam portas e janelas, praticam furtos e assediam as meninas da turma. “É um grupo de jovens do bairro que pula o muro lateral e fica incomodando. Alguns deles são estudantes que têm aula pela manhã, outros são desocupados”, explica. O pior, segundo o tio da estudante, é que as constantes invasões têm gerado medo nos alunos e preocupação às famílias. “Já aconteceram diversos furtos. Nosso receio é que partam para as agressões, já que esses rapazes são mais velhos que os estudantes e costumam usar de intimidação”, enfatiza.

Paulo Ricardo destaca também que pais de alunos já fizeram uma reunião com a direção do Colégio para tratar do assunto, e que o diretor tem se esforçado para resolver o problema. “O diretor tem feito o possível para evitar as invasões. Faz rondas pela escola e chama a polícia, mas apenas isso não tem sido suficiente. O Colégio precisa de investimentos da Secretaria de Educação, os muros precisam ser mais altos e, é claro, os pais dos jovens invasores precisam tomar alguma atitude”, desabafa o tio da aluna.

Secretaria de Educação diz que não é um problema isolado

Procurado por nossa reportagem, o chefe do Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Norte e responsável pela rede estadual em Pinhais, Roni Miranda Vieira, explicou que o problema de invasão no Colégio Estadual Walde Rosi Galvão não se trata de algo isolado, mas de um reflexo da segurança pública no país, hoje. “Os policiais fazem rondas, mas não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Porém, dependemos da Polícia para diminuir a violência”, frisou. Roni revelou ainda que participou recentemente de uma reunião com o Secretário Chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e o comando da Polícia Militar do Paraná para tratar sobre a segurança nos colégios. “Foi um encontro produtivo, no qual questionamos a possibilidade de um aumento nas rondas da Patrulha Escolar. No entanto, o comando da PM disse que não é possível disponibilizar uma viatura para ficar o tempo todo em uma única escola, pois precisam patrulhar vários colégios”, declarou.

Colégios precisam informar os problemas

Bastante preocupado com a situação, Roni solicitou que os diretores dos colégios informem à Secretaria de Educação sobre os problemas enfrentados, incluindo os ligados à violência. Segundo o chefe do Núcleo, a Pasta investe em segurança, constantemente, através de diversas melhorias nas instituições de ensino, como nova iluminação e reformas estruturais, além de traçar estratégias de ação com a Policia Militar e contar com a colaboração de outras forças de segurança, como a Guarda Municipal. “Pretendemos pedir uma colaboração da Prefeitura de Pinhais no tocante à Guarda Municipal. Rondas preventivas da GM nos colégios pode ajudar a combater a violência”, explica.

Patrulha Escolar

Com relação à segurança nos colégios, A Polícia Militar destaca que a Patrulha Escolar é uma união da comunidade escolar com a polícia, para reduzir a violência e a criminalidade nas escolas e proximidades. O objetivo principal é a prevenção e, posteriormente, a repressão aos crimes e atos infracionais. A PM busca, ao lado da comunidade, encontrar os caminhos da segurança através de trabalhos de reflexão, palestras e organização para a ação. O patrulhamento nas escolas conta com policiais militares especialmente capacitados que, conhecendo a realidade na qual estão inseridas estas instituições, buscam medidas que minimizem a ação de criminosos nas escolas e proximidades.

A Policia Militar explica ainda que o trabalho da Patrulha Escolar se dá por diversas etapas, como a avaliação das instalações do estabelecimento de ensino quanto à segurança; a coleta de informações para formação de um diagnóstico e estabelecimento de metas a serem adotadas a curto, médio e longo prazo; palestras com a participação de pais, alunos, professores e funcionários da escola; elaboração de um plano de segurança, formado por uma comissão de representantes de cada segmento da comunidade escolar e Polícia Militar, além de constantes rondas por todos os colégios da rede estadual.
A PM destaca ainda que o programa Patrulha Escolar Comunitária, que aproxima o policial da comunidade escolar,, melhorando a segurança de todos, já atende todas as 2.107 escolas estaduais das 399 cidades do Paraná.

Foto II

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