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por Noelcir Bello

Afonso_Padilha

Afonso Padilha nasceu em Curitiba, mas com apenas 30 dias de vida já se mudou para São Paulo com seus pais.

Aos seis anos, seus pais se separaram e sua mãe optou por voltar ao Paraná e escolheu Pinhais para morar. Atualmente, mora em São Paulo, mas garante que tem um carinho especial pelo nosso município que, segundo ele, foi muito importante para a sua formação como cidadão.

Trabalhou em diversas empresas da região, porém percebeu que o que queria mesmo era a comédia, já que tem um talento natural para fazer os outros rirem. Já encantado com o stand up comedy, conheceu Fabio Porchat e sua carreira artística passou a se tornar uma real possibilidade. Hoje é um dos roteiristas do Porta dos Fundos, um canal de humor fenômeno na internet. Confira o bate papo descontraído e divertido com esse grande talento do humor nacional.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Por quanto tempo morou aqui e qual a importância de Pinhais na sua vida?
Afonso Padilha: Morei por mais de vinte anos em Pinhais, nos bairros Weissópolis, Vargem Grande, Emiliano Perneta e Jardim Cláudia. Fui embora recentemente. Passei seis meses no Rio de Janeiro e agora estou há cinco meses morando em São Paulo. Morar em Pinhais foi importantíssimo para mim. Fui criado brincando nas ruas, jogando bola. Sou de família pobre, por isso não tínhamos dinheiro, tínhamos que improvisar nas brincadeiras. Peguei a época das raias, bolinha de gude, pião e tudo isso foi importantíssimo, pois aguçou minha maneira de ver o mundo e observar as coisas com mais detalhes.

A Gazeta Cidade de Pinhais: A carreira de humorista foi sua primeira opção de vida?
Afonso Padilha: Não foi uma escolha, foi meio que um chamado, foi o que sobrou. Trabalhei com muita coisa. Fui panfleteiro, auxiliar de cozinha, telemarketing, vendedor, mecânico de trem, entre outros, mas nunca gostei de trabalhar. Teve um emprego que saí na hora do almoço e nunca mais voltei. O chefe deve estar pensando: “Esse é o almoço mais longo que eu já vi”. Em meio a esse monte de empregos, um dia assisti um cara fazendo stand up comedy. Era um maluco, sozinho, num palco, falando coisas que ele pensou e as pessoas riam dele e ainda pagavam para ver ele fazendo aquilo. Então eu pensei: “É isso. Eu sou comediante, por isso não me dei bem trabalhando”. Comecei a escrever para outros artistas e também fazer as minhas apresentações.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Qual sua percepção do cenário artístico de Pinhais e Curitiba?
Afonso Padilha: Em Pinhais não existe um cenário muito forte, pelo menos não na comédia stand up ainda, mas espero que um dia saia mais comediantes do Município. Curitiba é um ótimo cenário, é um berço de comediantes consagrados, como o Diogo Portugal, o Fábio Silvestre e o Marco Zenni. Tem ainda os não tão conhecidos, mas que não deixam em nada a desejar, como o Thiago Souza, o Emerson Ceará, o Serginho Lacerda. É difícil fazer o curitibano rir e se você consegue, isso quer dizer que você é bom.

A Gazeta Cidade de Pinhais: E toda essa inspiração para escrever roteiros, vem de onde?
Afonso Padilha: Vem de tudo. Comediante tem que estar sempre ligado. Não podemos esperar a inspiração bater na porta, tem que se inspirar no que já tem, ou seja, em tudo. Tudo que acontece pode ficar engraçado, então escrevo até achar onde está a graça.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Como surgiu o convite para escrever para o Porta dos Fundos?
Afonso Padilha: O convite partiu do Fabio Porchat, que conheci em 2012, quando ele foi para Curitiba se apresentar com o primeiro grupo de stand up do Brasil, o Comédia Em Pé. Trocamos algumas ideias e ele também gostou do meu trabalho no palco. Aproveitei e disse que escrevia em um blog, sem pretensão, e ele leu e, por incrível que pareça, gostou. Começamos a trocar uns e-mails e então escrevi alguns roteiros para o Porta Dos Fundos, sem ainda estar contratado. Depois de um tempo, eles me contrataram formalmente.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Para você, qual a importância da cultura na vida das pessoas?
Afonso Padilha: É de suma importância, pois a cultura liga as pessoas, abre nossas cabeças para o novo e nos traz o que já passou. É o que estamos passando para frente, o que realmente fica e o que vai continuar no futuro. Em tempos de crise, tendemos a cortar primeiro o que consideramos supérfluo, o entretenimento, a cultura, mas não deveríamos fazer isso, pois é importante termos o lazer, o desprendimento. Trabalhamos a semana inteira, vivemos uma rotina, se cortarmos o riso por conta da crise, aí enlouquecemos.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Quais os planos para esse ano ainda?
Afonso Padilha: No dia 05 de dezembro gravaremos o meu primeiro DVD, em Curitiba, no Comedy Club, localizado na Rua Matheus Leme, 2.467. Ele irá reunir um material que venho lapidando ao longo desses cinco primeiros anos de carreira, com muito de mim, da minha família e também tudo o que vivi em Pinhais. Inspirações da vida real. Estou ansioso e com uma expectativa muito boa. Quero divertir quem for assistir e me divertir ao mesmo tempo.

A Gazeta Cidade de Pinhais: Qual recado você deixa para os nossos leitores, cidadãos de Pinhais?
Afonso Padilha: Estou muito feliz em estar dando essa entrevista, pois tenho muito orgulho de ter morado em Pinhais, onde cresci e fui feliz. Espero que todos que estejam lendo essa matéria compareçam na gravação do DVD, para que a gente possa se divertir juntos. Continuem acompanhando meu trabalho, assim não preciso voltar a trabalhar em uma empresa que eu saia na hora do almoço e não volte mais. Aproveito a oportunidade para deixar os meus contatos. Pra me achar é só me procurar no Facebook: AFONSO PADILHA; Site: www.afonsopadilha.com.br; Instagram/Snapchat: OAFONSOPADILHA.

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